terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Os GRANDES e os pequenos

Nós os adultos, independente de nossa estatura, nesse texto seremos chamados de “grandes” e nossas crianças serão chamadas de “pequenos”. É nessa relação, entre grandes e pequenos, que refletiremos os papéis de cada parte.

É sabido que a experiência de ter filhos se torna, gradativamente, mais e mais complexa à medida que o tempo passa.

As fraldas e mamadeiras, as papinhas e os pediatras, dão tanto trabalho, que nos fazem querer que o tempo passe logo, e nos levam a pensar: “tomara que cresça rápido”. E o tempo passa e eles crescem.

Os primeiros passos e tombos, a escolha da primeira escola, o primeiro desligamento. O primeiro dia de aula chega e aí começamos a ter saudades das sacolas de fraldas e de quando conseguíamos aconchegar nosso bebê em seu bercinho...

Esse processo contínuo nos causa sentimentos e comportamentos novos, porque cada dia é um novo dia cheio de novidades.

Os grandes sofrem porque amam de forma a ter seus filhos somente para si. Com tantos perigos e informações temos medos fundamentados, e outros criados por nós mesmos.

E os pequenos estão mudando, conhecendo e crescendo como a natureza conduz.

Esse processo de crescimento, permitido por Deus e abençoado por Ele, é motivo de felicidade e de alegria, desde que os grandes tentem e sejam bons exemplos para os pequenos, na vida familiar, no trabalho, na relação afetiva e na vida espiritual.

Quando um grande perde a paciência e surra um pequeno, é nítido que perdeu o controle da situação e precisou usar a vantagem que tem em ser maior do que quem apanhou. Tanto isso é verdadeiro que quando os adolescentes passam pela fase de crescimento acelerado, normalmente deixam de apanhar, ou é reduzida a freqüência da punição física.

Não queremos com isso que se entenda que a educação deva ser liberal e irrestrita, ao contrário, as medidas disciplinares são necessárias para uma boa estrutura física e psicológica do ser humano.

Educar é trabalhoso, porém simples. Você ensinará o que acredita e pratica caso contrário, suas palavras e sua conduta não serão coerentes, transparecendo falsidade. Com certeza além de confusão provocará um estrago na educação dos pequenos.

Jesus durante a sua vida usou o chicote uma única vez, por causa da insistência dos mercadores em usarem o templo para seus negócios usurpando o espaço sagrado (Jo 2:15). A sabedoria e a verdade direcionavam seus ensinamentos, além de servir de exemplo e bom modelo para ser seguido. Precisamos buscar a sabedoria inspirada por Jesus e amar os pequenos como Ele ama, demonstrada na afirmação: Vinde a mim os pequeninos porque deles é o reino dos céus (Mc 10:14).

Existe uma situação bastante comum, mas que é um bom exemplo, para refletirmos sobre a questão de correção. No nosso dia a dia é comum ao fazermos compras no supermercado, ver um pequeno se jogando no chão fazendo “birra” para que os pais comprem o que ela quer. Nesta situação estão envolvidos muitos conceitos que valem a pena considerar:
☺ Existe o desejo da criança de ter algo,
☺ os pais negam a compra,
☺ a criança chora e grita tentando intimidar,
☺ os pais cedem e compram,
☺ a criança vai atrás de outro item, a birra recomeça...


O comportamento de gritar, espernear e chorar para conseguir algo foi reforçado e será repetido nas ocasiões em que o pequeno quiser algo. O que fazer?

O bom senso é quem vai determinar o que fazer no momento. Vamos considerar:

☺ Os pais podem deixá-lo chorar, gritar e quando estiver mais calmo sentarem-se com ele para conversar sobre como é ruim este comportamento. Neste momento podemos falar do amor de Jesus e como Ele não se agrada com as birras.
☺ Dependendo da idade o pequeno não só ficará sem o motivo da birra quanto perderá um tempo de brincadeira com o que mais gosta.
☺ Para o pequeno que já lida com valores e para que não fique insistindo na compra, o ideal é determinar um número de itens que ele pode comprar ou um valor que ele pode gastar. Dessa forma, os pais estarão limitando e, ao mesmo tempo, oferecendo a oportunidade do pequeno começar a administrar sua vontade e dinheiro.

Nossa reflexão se estende a algo muito sério na relação dos grandes e pequenos.Em nome da correria e do estresse usamos determinadas expressões sem termos o real peso do que falamos: Esse menino me deixa louca!!!! Eessa menina é uma preguiçosa. Se eu soubesse que você seria uma carga desse tamanho, teria pensado melhor..., e assim por diante.


A formação da personalidade e do caráter está ligada à educação familiar, religiosa e, posteriormente, acrescida à escolar. Esse conjunto de valores é determinante na vida dos pequenos para serem bons quando forem grandes.
Se o pequeno ouve de um colega de classe que ele é burro ou preguiçoso normalmente ele ignora ou retruca com outro adjetivo. No entanto, se ele ouve a mesma coisa de seus pais, ele acredita.
Use de sabedoria e amor ao falar com seus pequenos, reforce suas atitudes boas com elogios. Ele acreditará se você disser que ele é capaz, e será mais capaz ainda.
Para finalizar é sempre bom lembrar um ditado popular que reflete que “o fruto não cai longe da árvore”. Dessa forma se você vê nos seus pequenos algo que não lhe agrada veja o que pode fazer para mudar as coisas, começando por você.

fonte: www.dijap.com.br

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